Quando no futebol se projeta um trabalho com possibilidades de sucesso, com investimentos, planejamento, qualidade e, principalmente, com expectativa de êxito para o que foi traçado como objetivo final, as cobranças e os problemas aparecem na mesma proporção que as conquistas e as vitórias. Tem sido assim, com o Riograndense Futebol Clube na sua trajetória neste ano. A equipe vive a possibilidade real de conquistar o acesso a primeira divisão e vem com boa campanha durante toda a Série B, mas, esta condição não tem evitado o surgimento de algumas crises no estádio dos Eucaliptos.
A primeira delas, logo no inicio do certame, foi um desentendimento público entre dois diretores atuantes do clube, Peninha e Luciano Bolli que quase foram às vias de fato após ríspida discussão em um jogo que o time não teve uma grande atuação. Depois, surgiu a crise envolvendo a comissão técnica. Alguns diretores e conselheiros influentes queriam a saída de Rodrigo Bandeira do comando técnico do clube e chegaram a se reunir com parte da comissão para a escolha de outro nome. Os resultados vieram e a turbulência acabou passando. Arestas foram aparadas e quando a paz reinava no ninho periquito veio a dispensa de três jogadores. Ivo, Fabrício e Mateus, este contratado com o status da série A, envolvidos em uma festa na concentração do clube, tiveram seus contratos rescindidos.
A direção amenizou a briga dos diretores, prestigiou a comissão técnica que seguiu no trabalho e limpou do grupo, os atletas descomprometidos com o objetivo do time. Tudo certo para o foco ser um só: os jogos dos quadrangulares finais. Porém, algumas declarações no microfone da Rádio Santamariense depois do jogo contra o Brasil em Farroupilha, falando sobre o eventual desgaste pela viagem no dia do jogo, deflagaram uma nova crise, gerarando certa instabilidade no Riograndense.
Segundo informações, o acerto de viajar no dia se deu numa reunião entre a direção, comissão técnica e cinco atletas, representantes do grupo de jogadores. Foi colocado na reunião que, para não comprometer o pagamento em dia dos salários, o melhor seria viajar no dia mesmo e todos concordaram, aceitando o desgaste físico, mas não o desgaste no bolso. Ficou tudo acordado e então vieram algumas entrevistas justificando a derrota pela viagem, irritando o comando maior do periquito.
Ninguém tem dúvida que viajar um dia antes é importante, não que seja certeza de vitória ou derrota, mas, se não fosse influenciar no desempenho em campo, todos os times do mundo deixariam de viajar um dia antes dos seus jogos. Pesou a questão financeira. A viagem na véspera custaria algo em torno de R$ 2.500,00 a mais do que o deslocamento no dia da partida. Pouco pra quem quer subir? Pode ser. Só que, se não existem os recursos necessários, deve se viver a realidade do clube.
Após o treino desta sexta-feira o presidente Dílson Siquiera e o vice Evandro Zamberlan conversaram com a comissão técnica por cerca de meia hora. Na pauta uma cobrança sobre as declarações a imprensa sobre a viagem no dia e também o planejamento para as próximas rodadas fora de Santa Maria. Ficou decidido que o Riograndense a partir de agora, até o fim do campeonato, viajará sempre na véspera dos jogos.
A direção evita uma cobrança excessiva sobre si. Caso a viagem a Bagé ocorresse no dia e o time voltasse a perder, as criticas seriam fortes em cima da administração esmeraldina. Viajando um dia antes a diretoria transfere a responsabilidade aos atletas e a comissão técnica. Chegando um dia antes a Bagé, o argumento da viagem não poderá ser usado como justificativa de nada. Nem pro bem, nem pro mal.
A DELARAÇÃO DO PREPARADOR FISICO RAFAEL DIAS A RADIO SANTAMARIENSE QUE IRRITOU ALGUNS DIRETORES
VICE-PRESIDENTE EVANDRO ZAMBERLAN APÓS REUNIÃO COM A COMISSÃO TÉCNICA
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Não concordo com a direção do Riograndense não
ResponderExcluirouvi nada de desrespeito na entrevista
do preparador, apenas um relato do que aconteceu
estão querendo passar a responsabilidade para
os outros.
E O TREINADOR PORQUE NÃO ADMINISTRA ESTAS SITUAÇÕES,SABE QUE FOI ERRADO VIAJAR NO DIA
ResponderExcluirMAS PARA NÃO SE QUEIMAR COM A DIREÇÃO FICA
EM SILENCIO E ABANDONA O GRUPO?
CARLOS ALBERTO
ResponderExcluiro preparador e a comissão tecnica tem que trabalhar mais e falar menos. se o clube é humilde, não tem recursos suficiente para viagens e etc. A realidade é esta. Quando foram contratados já sabiam que o periquito é um time modesto em reestruturação. Foco no campo. Abraços!!!!
Caro Carlos Alberto acho que voce não conhece a historias das pessoas,o preparador fisico Rafael Dias conhece muito bem a estrutura do riograndense tanto que esta no clube pela terceira
ResponderExcluirtemporada, sempre dando tudo de si pelo clube abrindo mão de propostas de serie A neste ano para
não abandonar este projeto,quem o conhece sabe de
sua capacidade, e alem do mais é só escutar a entrevista para ver que o mesmo nada falou em desagravo ao clube ou a diretoria
esse joão paulo deve ser amigo ou familiar do preparador fisico....
ResponderExcluirAmigo Pedro Oliveira, com muito orgulho sou pai do Rafael
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